Autores
Juan Ignacio Piovani
Fecha de publicación
2016/1/18
Revista
Ateliê do pensamento social: práticas e textualidades-pensando a pesquisa e a publicação em ciências sociais
Páginas
103
Editor
Editora FGV
Descripción
NESTE ARTIGO serão expostas algumas ideias sobre pesquisa em ciências sociais cujos argumentos, embora desenvolvidos minuciosamente ao longo do texto, se apresentam aqui em forma resumida e esquemática à guisa de introdução. Irá se sustentar que a pesquisa sempre se funda, embora em graus variáveis, em decisões baseadas em ideias e conhecimentos preexistentes que a tornam possível. Nesse sentido, não se pode pensar a pesquisa sem algum grau de projeto, entendido como antecipação de um modelo das decisões e práticas de pesquisa, o que implica certo nível de planejamento prévio. Mas o projeto, materializado em tal planejamento, jamais esgota o complexo da trama de decisões e práticas que se põem em jogo na pesquisa. E a proposta deste artigo é examinar esses argumentos a partir de um exercício de reflexão metodológica, dando conta da estrutura do processo de investigação social e das decisões fundamentais que orientam seu projeto e, por consequência, sua prática.
Neste ponto convém fazer alguns esclarecimentos, dado que o termo reflexividade, como assinala Lynch (2000), tem sido usado nas ciências sociais e humanas em uma confusa variedade de formas; por exemplo, como ferramenta metodológica, como uma propriedade independente dos sistemas sociais ou como uma fonte de “iluminação” individual. Em nosso caso já adiantamos que o termo faz alusão à ideia de reflexão metodológica, que se funda na autocrítica ou, como afirma Hidalgo (2006), em um “pensar no que se faz”(nesse caso, como pesquisadores e sobre a pesquisa). Apesar disso, esse pensar no que se faz pode
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