Autores
OR Ferreira, SS Brito, FG Lima, DP Souza, S Mendonça, JAA Ribeiro, PC Maiorka, VL Araujo, JNM Neiva, MCS Fioravante, AT Ramos, VM Maruo
Fecha de publicación
2012/6
Revista
Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia
Volumen
64
Número
3
Páginas
559-567
Editor
Escola de Veterinária UFMG
Descripción
O pinhão manso (Jatropha curcas) é uma planta cultivada para a produção de biocombustível. O pericarpo é um coproduto com potencial para alimentação animal, e a presença de componentes tóxicos, principalmente ésteres de forbol, pode limitar sua utilização. Assim, objetivou-se avaliar a toxicidade do pericarpo. Vinte ovinos foram distribuídos em quatro grupos-um grupo-controle, que não recebeu a planta, e três experimentais, que receberam o pericarpo nas concentrações de 15%(G15), 30%(G30) e 45%(G45), durante 23 dias. Após o 10º dia, a ingestão do pericarpo promoveu redução do consumo de alimento, diarreia, desidratação e caquexia. Todos os grupos tratados apresentaram redução na concentração de fosfatase alcalina. Animais do G30 apresentaram redução na concentração de ureia e proteínas totais e elevação de potássio e sódio. No G45, houve aumento de aspartato aminotransferase, albumina, creatinina bilirrubina indireta e total. A avaliação anatomo-histopatológica revelou ascite, hidropericárdio, congestão no trato gastrintestinal e nos pulmões, edema pulmonar, aderências à parede torácica, degeneração hepática centrolobular e das células tubulares renais, pneumonia linfo-histiocitica e enterite linfoplasmocitária e histiocítica. À análise fitoquímica, constatou-se 0, 3845mg de ésteres de forbol/g de pericarpo. Conclui-se que o pericarpo de J. curcas é tóxico, não sendo recomendado para alimentação de ovinos.
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